Educação Infantil



0 ano à 7 anos

A Educação Infantil consiste no ensino que é ministrado na faixa etária de 0 à 6 anos. Nesta etapa as crianças são estimuladas, através de atividades lúdicas, brincadeiras e jogos; a exercitar as suas capacidades e potencialidades emocionbais, sociais, físicas, motoras, cognitivas e a fazer novas descobertas, através da experimentação e exploração de materiais concretos.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional chama o equipamento educacional que atende crianças de 0 à 3 anos de “creche”. O equipamento educacional que atende crianças de 4 à 6 anos se chama “pré-escola”. Na Educação Infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento com registros de seu desenvolvimneto, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental.

Principal objetivo da Educação Infantil: Construir a identidade e a autonomia. Proporcionando situações nas quais as crianças tenham a oportunidade de se perceber como indivíduo, de aprender a conviver e respeitar o outro e de, gradualmente, ser capaz de cuidar de si e tomar decisões.


O Estudo

O Estudo

“Criança tem que brincar! Isso é um consenso inquestionável. Ninguém nega a necessidade que os pequenos têm de aproveitar bem o tempo da infância, de se divertir com atividades livres que não exijam desempenho ou resultados inflexíveis. Criança brincando é sinal de saúde, de que tudo está indo bem em seu desenvolvimento. Por isso, enquanto está na escola ou nos centros de convivência infantil, ela precisa ter todas as condições para brincar bastante, aprender a se relacionar com os outros, conversar e fazer amigos”,Silvana Augusto.

Para começar é importante saber que brincar, para uma criança pequena, é algo muito sério e decisivo no seu desenvolvimento. Brincar é a principal atividade dessa fase da vida e é a linguagem pela qual a criança poderá compreender e elaborar o mundo, os papéis sociais e as relações entre as pessoas. A brincadeira, sobretudo o “faz de conta”, tem tudo haver com aprendizado da leitura e da escrita.

A brincadeira permite à criança projetar-se para além de sua própria identidade, externalizar ideias, pensamentos, palavras que representam os objetos ausentes, as coisas, as pessoas e os sentimentos. Assim como a brincadeira, também o desenho e, por fim, a escrita são linguagens que representam o mundo. Brincar, desenhar e escrever não são atividades conflitantes, mas sim complementares no processo de desenvolvimento da criança. A criança que aprende a escrever é a mesma que produz enredos nas brincadeiras, que inventa personagens e cenários nos desenhos, quer dizer, que cria e projeta ideias.


Informações Individuais

Período Sensório-motor

É a etapa em que o bebê descobre os estímulos sensoriais e os movimentos, e começa a desenvolver sua coordenação motora grossa.

O engatinhar e os primeiros passos acontecem nessa etapa, assim como o derrubar, puxar, morder, abrir e fechar. O ser humano, nesse momento, depende completamente do cuidado daqueles que o cercam.

Ainda não há domínio da linguagem, e, portanto, a comunicação não é verbal, dando-se por meio do choro, gritos, balbucio e risadas. Muitos chamam essa fase de fase oral, uma vez que o prazer vem pela via oral, seja comendo, mamando, colocando os dedos do pé na boca. Essas ações serão mais tarde substituídas pelo ímpeto de roer as unhas, cantar, recitar etc.

Atividades educativas nessa fase incluem toda a sorte de estímulo aos sentidos, como visão, tato, paladar. Esse período é essencialmente prático e a realidade para a criança é concreta e imediata. A noção de espaço é construída nessa fase, antecedendo a percepção do tempo.


Período Pré-operatório

Esse período vai até os 7 anos e é interpretado por muitos como o mais importante em termos de desenvolvimento cognitivo. Há uma explosão no uso da linguagem e o aperfeiçoamento da coordenação motora fina, que proporcionará a capacidade da escrita. O cérebro nessa fase passa a perceber esquemas simbólicos e a fazer associações entre eles.

Um risco em um papel pode ser um guarda chuva, assim como uma vassoura pode virar um cavalo na hora da brincadeira. É nessa fase que as crianças se interessam por histórias e, por meio delas, veem seu mundo sendo expandindo. Por meio do que veem e do que ouvem, também aprendem a nomear seus sentimentos.

Essa é a fase da birra e do egocentrismo, já que a criança se percebe como o centro do mundo. Dos 3 aos 4 anos, por exemplo, há um breve período em que ela aprende a dizer não e repete essa palavra para tudo.

No entanto, é aqui que ela começa a interagir mais ativamente com as outras pessoas, cedendo logo à necessidade de socialização, seja com os familiares, seja com os colegas da escola. O superego entra em ação e passa a domar os instintos mais primitivos, permitindo a ela compartilhar, esperar, ajudar e receber ajuda.

A imaginação voa alto no período pré-operatório, e é especialmente importante estimulá-la da forma adequada.

Os pais devem procurar dar respostas coerentes e verdadeiras a seus filhos, pois eles, a partir desse estímulo, vão aprendendo a argumentar e a correlacionar melhor palavras e pensamentos.

Aqui a criança aprende a manejar objetos e a se inserir na rotina do lar, isso engloba sentar-se à mesa, conversar, escovar os dentes e se vestir. É o processo de se tornar autônoma e independente.